LIXÃO DE BARREIRAS É EXEMPLO DE CRIME AMBIENTAL COMETIDO PELO PODER PÚBLICO


Uma montanha de lixo onde se acumulam os dejetos dos cerca de 150 mil habitantes de Barreiras pode ser encontrada cheirando mal e atraindo doenças a apenas alguns quilômetros da área urbana do município.

Em 2014 a Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou uma série de audiências públicas para a formulação do Plano Municipal de Resíduos Sólidos, cumprindo uma determinação legal do governo federal, que estipulou que os municípios brasileiros deveriam extinguir os lixões até aquele ano.

No prazo limite, a administração municipal correu contra o tempo para apresentar e aprovar a toque de caixa o tal Plano de Resíduos Sólidos, muito criticado por setores ambientais, justamente pela forma como foi conduzido.

Não bastasse isso, depois de um ano, o Plano anda não saiu do papel, confirmando que tudo não passou de um teatro, como dizem, “para inglês ver”.

A situação caótica do lixão é revelada pela população que vive ao redor. Sr. Genésio, que trabalha como fiscal no lixão, conta que há mais de três meses o fogo queima o lixo no local, liberando uma fumaça tóxica que prejudica o meio ambiente e a saúde da população.

Os trabalhadores fazem um apelo à Prefeitura pela melhoria das condições sub-humanas de trabalho. 



O lixo é um problema cada vez mais difícil de ser resolvido pelos órgãos públicos. O aumento do consumo gera milhões de toneladas de embalagens e sacolas plásticas que são diariamente descartas sem nenhum critério de separação.

Uma cooperativa de catadores que trabalham com reciclagem fazem um grande esforço para separar o que pode ser reaproveitado do lixo, mas essa ação ainda representa um número pequeno de material que é reciclado.


Apesar da dimensão do problema, a Prefeitura e os governos estadual e federal não podem fechar os olhos para esse crime ambiental que está sendo cometido. Quanto à população em geral, é preciso uma mudança de consciência para transformar a relação com o lixo que é produzido.

Há uma questão cultural que precisa ser revista. Hoje temos uma relação mágica com o lixo. Embalamos o que não nos serve mais em sacos plásticos, colocamos na porta de casa e dali a pouco o lixo desaparece e todos ficamos felizes e aliviados, porque o que jogamos fora foi feder e atrais doenças bem longe dos nossos narizes.

Essa é uma ideia equivocada, pois como podemos ver somos vizinhos de um monstro criado por nós mesmos e que a cada dia se torna maior e mais perigoso.




www.fernandopop.com - Fonte - Patrulha RB
Reações:

0 comentários: