POR CAUSA DE R$20, CIGANOS E QUILOMBOLAS PROMOVEM CHACINA NO INTERIOR DA BAHIA

Dois corpos chegaram ao Complexo Policial de Barreiras. Outras duas vítimas foram encaminhadas para Guanabi
O conflito começou há alguns meses, depois que o quilombola Roberto Conceição da Cruz, fez um empréstimo pessoal de R$20,00 junto a um cigano.

Segundo Natalino Conceição da Cruz (irmão), no ato do pagamento, o cigano e seu irmão se desentenderam e se agrediram. O cigano teria dado tapas no rosto de seu irmão Roberto, que teria se vingado ferindo a facadas o cigano.

Magoas se criaram, mas até então, não tinha havido nenhuma morte. Todavia, assim teria começado a divergência entre ciganos e quilombolas que, infelizmente, resultou em mortes.

A discórdia, iniciada por causa do tal empréstimo, continuou em julho deste ano, quando houve a primeira das cinco mortes.

De acordo com Natalino, no dia 11 de julho, ciganos tentaram matar seu irmão Roberto, mas seu outro irmão chamado Cristiano Conceição da Cruz reagiu e matou a facadas o cigano Adilsomar Alves dos Santos.


Pouco mais de três meses depois, portanto nesta segunda-feira (26), em outra atitude de vingança dos ciganos, desta vez pela morte de Adilsomar, houve outro confronto sangrento entre as duas famílias.

A confusão terminou com seis pessoas baleadas, quatro delas, sendo duas de cada família, mortas.

No conflito sangrento desta segunda-feira, morreram: Ana Rita Maria da Conceição, 68 anos e Cristiano Conceição da Cruz, 39 anos, (mãe e filho). Roberto Conceição da Cruz e um menino 8 anos, também quilombolas, foram baleados, mas socorridos.

Os corpos de Ana Rita Maria da conceição e de seu filho Cristiano Conceição da Cruz, foram encaminhados para o IML do Complexo Policial de Barreiras (BA).

Os ciganos Somar Alves de Souza e Marrone Oliveira de Souza que também morreram durante a troca de tiros, tiveram os corpos encaminhados para o IML da  polícia técnica de Guanambi (BA).

A desacordo por causa de R$20,00 entre quilombolas e ciganos no povoado de Gatos de Vesperina, na zona rural de Riacho de Santana (BA), até agora provocou cinco mortes, sendo três da família cigana e outras duas da família quilombola.
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