2015 AINDA NÃO ACABOU E MAIS DE 120 PESSOAS JÁ DESAPARECERAM EM BARREIRAS


O ano ainda não acabou, e mais de 120 pessoas foram citadas como desaparecidas em Barreiras (BA) de janeiro até a metade de novembro de 2015. Os números foram extraídos das queixas feitas por pessoas que estão à procura dos desaparecidos, na polícia civil local.

O primeiro caso registrado este ano foi no dia 3 de janeiro, através da doméstica barreirense Tatiane Dias Lima, 32 anos, referente ao desaparecimento de sua filha Keila Cristina Lima Fernandes, na epoca aos 16 anos, moradora da Vila Brasil. Foi relatado por Tatiane que a estudante desapareceu dia 31 de dezembro de 2014, por volta das 20 horas, há algumas horas da chegada do ano de 2015. Na ocasião, a adolescente convivia com um rapaz de prenome “Leonardo”.

Nesse último final de semana, dois casos também envolvendo adolescentes foram registrados.

Segundo a autônoma Juvercina de Souza Barros, 29 anos, sua prima adolescente, Lysandra de Souza Ribeiro, 15 anos, desapareceu na sexta-feira (13), por volta das 12h30, ao sair de casa no Serra do Mimo para a Escola Municipal Iazinha Pamplona no Ouro Branco, inclusive usando o uniforme e levando a mochila escolar. Preocupada Juvercina esteve na escola de Lysandra, mas foi informada pelo porteiro que naquele não houve aula.

O outro caso foi registrado pela dona de casa Marinalva Souza dos Santos, 32 anos, referente ao desaparecimento da adolescente Mônica dos Santos de Freitas, 14 anos, que saiu de casa no Santo Antonio, sábado (14), por volta das 20h30, sem deixar pista. No mesmo dia, por volta das 23 horas, Marinalva registrou o caso na polícia.

Em alguns casos, o tempo passa e a angústia da família só aumenta. É o caso do jovem Luiz Felipe Rodrigues da Silva Santana, 19 anos, que está há um ano desaparecido. Segundo o registro feito por sua mãe, Luciana Rodrigues da Silva, 38 anos, desde 27 de outubro do ano passado, seu filho sumiu sem manter contato nenhum com sua família. A família suspeita que as drogas possam ter relação com o seu desaparecimento.

O mais recente caso registrado, corresponde ao ”especial”, Moacir Magalhães Leite, que segundo a família despareceu na segunda-feira (9), por volta das 15 horas. Nesta segunda-feira (16), oito dias depois, seu irmão Milson Magalhães Leite, sem todos os dados do desaparecido, registrou o caso na polícia civil. Moacir é “doente mental” e despareceu ao sair de casa no bairro Morada da Lua.

Para a polícia, um percentual considerável dos registros pode estar relacionado com “aventura”. Mas acredita-se também que a chamada insatisfação familiar tem feito muita gente dar as costas para seu lar, sem deixar pista do paradeiro.

Na maioria dos casos, nem a família consegue saber o motivo, nem ao menos como seu ente querido sumiu sem deixar rastro ou explicação.

A polícia reclama que, muitas vezes, o familiar do desaparecido não passa todas as informações precisas e necessárias, dando motivo para investigar o caso. Há casos em que nem o nome do desaparecido é passado corretamente.

Segundo a polícia, dados complementares muitas vezes são esquecidos até pelo pai ou mãe do desaparecido na hora do registro. Fotos do desaparecido muito raramente são disponibilizadas para a polícia. A confidência da família do desaparecido com a polícia, dificilmente acontece, ou seja, nem sempre quem comunica “abre o jogo” sobre a vida do desaparecido.

É importante ressaltar que poucos são os casos em que o comunicante do registro mantém contato ou troca informações com a polícia. Sabe-se que em muitos casos, aquele que para a polícia ainda está desaparecido, já voltou para casa ou foi localizado, mas os policiais não foram informados sobre isso.

Outro detalhe é a demora e atraso da família em registrar o caso na delegacia. Sobre isso a polícia esclarece que não é regra, nem é necessário se esperar 24 horas se passarem para fazer a comunicação.

É relevante esclarecer que a polícia de Barreiras, na sua estrutura, ainda não tem uma delegacia especializada, nem estruturada, para atender somente casos de pessoas desaparecidas na sua jurisdição.

Por enquanto, podemos fazer estimativas baseadas nos números contabilizados até a metade do mês de novembro que, em média, por mês, 11 pessoas desapareceram em Barreiras em 2015.






www.fernandopop.com - Fonte - Rb.am
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