EMPRESA EM JUAZEIRO DESENVOLVE MOSQUITO QUE PODE ACABAR COM TRÍPLICE EPIDEMIA

Empresa em Juazeiro desenvolve mosquito que pode acabar com tríplice epidemia
Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) anunciou na última semana uma de suas estratégias para combate ao Aedes aegypti: a ampliação do projeto de desenvolvimento de mosquitos geneticamente modificados. No entanto, em entrevista ao Bahia Notícias, Margareth Capurro, uma das coordenadoras da iniciativa, afirmou que ainda é necessária uma reunião entre a diretoria da Moscamed (empresa responsável pelo desenvolvimento dos mosquitos, localizada no município de Juazeiro) e a Sesab. "Precisamos agendar uma reunião com a diretoria da Moscamed em Salvador e a Sesab para definirmos as ações para 2016. Isso deve ocorrer nos próximos dias", disse. O Projeto Aedes Transgênico (PAT) tem o objetivo de atuar como uma medida adicional de prevenção e combate ao vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika. De acordo com informações fornecidas por Margareth, a Moscamed utiliza a Técnica do Inseto Estéril (TIE), que foi desenvolvida na década de 1950 e tem sido usada principalmente para controle de pragas que prejudicam a agricultura. A ideia da técnica é criar o inseto da espécie que se deseja combater em grande escala, porém com machos estéreis para não gerar filhotes. "Se você suprime ou diminui a população natural de mosquitos, você diminui a transmissão da doença", explicou a coordenadora. "Existem alguns índices que mostram que se você tiver mosquito, mas em quantidades muito pequenas, você pode inclusive bloquear completamente a transmissão. Entretanto, não temos dados científicos sobre isso e, sim, dados de simulação". O PAT é formado por quatro pilares: engajamento comunitário, criação dos mosquitos, liberação dos mosquitos e monitoramento. As ações do projeto são planejadas para alcançar todos os habitantes da região em que ele é empregado por meio de reuniões e repasse de informações. O laboratório Moscamed foi implantado em 2010 e é o único no Brasil que desenvolve mosquitos geneticamente modificados. A produção de machos adultos no município de Juazeiro já alcançou o número de 1,3 milhão de mosquitos por semana.
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