ESTELIONATÁRIOS EXTRAVIAVAM CARGAS DE FARELO DE SOJA E TRANSPORTAVAM AREIA PARA O PORTO DE ARATU

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A polícia Militar prendeu em flagrante, na noite de quarta-feira, (3), um quarteto acusado de desviar parte de uma carga de farelo de soja que estava sendo transportada da Bunge Alimentos, no município de Barreiras/BA, para desembarque no terminal portuário Cotegipe S.A, situado na rod. BA/528, estrada da base naval de Aratu, Salvador-BA.

Os irmãos Osmar Pereira de Almeida, 29 anos; José Edevige Pereira de Almeida, 37 anos; Mateus Pereira de Almeida, 31 anos, em companhia de Roberto Teófilo Oliveira Damasceno, 34 anos, descarregavam metade do produto em um galpão no loteamento Firense, ao lado da subestação da CHESF, no Bairro Buritis em Barreiras e completavam a carga com areia.

O proprietário da carreta bi-trem Carlos Fonseca, se apresentou na Delegacia de Polícia e confirmou que seu funcionário, o motorista Marcelo Gonçalves participava deste esquema fraudulento há algum tempo. Declarou ter percebido seu veículo desviando a rota e parando nas proximidades da saída para Salvador, através do sistema de radar. Imediatamente ele informou o caso a Polícia Rodoviária Federal, que consequentemente pediu apoio à Polícia Militar para iniciar os trabalhos de busca do veículo, pela qual, foi encontrado horas depois. O motorista fugiu ao avistar a chegada da guarnição policial.

A equipe de policiais apreendeu um caminhão VW 26.370, cor branca, placa – NYS-1625/São Desidério/BA, com uma carreta atrelada, de placa NYS-1625 de Bom Jesus de Lapa/BA; caminhão Mercedes, modelo 1913, cor vermelha, placa CPI-5192 de Barreiras; um Corsa vermelho placa JLQ-3673; moto Yamaha YBR preta JSX-3023; moto Honda XRE-300, cor preta, placa JHK-7582 de Basília-DF; moto Honda Bros 150, preta placa PJO-0063 de Barreiras; moto Honda NXR Bros 150, placa JRL-6760 de Sitio do Mato; dois capacetes e dois cadernos com anotações das cargas extraviadas.

O delegado Francisco Carlos de Sá autuou os envolvidos em flagrante, por crime de estelionato. Definido como “obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.” O texto está em conformidade com o Código Penal brasileiro e é capitulado como crime contra o patrimônio (Título II, Capítulo VI, Artigo 171). “Essas cargas seriam exportadas para a China, imaginem a  dimensão e gravidade desse golpe”, comentou o bacharel em direito.




www.fernandopop.com - Fonte - Alo Alo Salomão
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