QUADRILHA SUSPEITA DE FURTAR FAZENDA DE SENADOR É PRESA EM GOIÁS


A Polícia Civil apresentou, nesta segunda-feira (21), uma quadrilha suspeita de furtar mais de 100 fazendas em Goiás, entre elas, a do senador da república Wilder Moraes (DEM-GO). Segundo o delegado Maurício Kai, das nove pessoas presas, sete são da mesma família. Câmeras de segurança da fazenda do político registraram o momento em que eles entraram e levaram eletrodomésticos e ferramentas rurais.

A quadrilha foi presa na última sexta-feira (18), em Trindade, na Região Metropolitana da capital. 

Segundo o delegado, o grupo era especializado no furto de propriedades rurais e não utilizava nenhum tipo de armamento. “Eles saiam à procura de algum imóvel, onde pudessem furtar os objetos”, afirmou o investigador.

A fazenda de Wilder Morais, em Santo Antônio de Goiás, foi furtada no dia 28 de dezembro do ano passado.
De acordo com o delegado, cinco homens entraram na sede da propriedade durante a madrugada, quando o senador e a família estavam na área de lazer, a 300 metros da casa.

“Eles conseguiram arrombar uma porta de vidro e começaram a tirar os objetos, os levando a pé para uma mata próxima”, contou o delegado.

Câmeras de segurança
As imagens das câmeras de segurança da fazenda mostram o momento em que o grupo entra na casa, com todas as luzes a apagadas e começa a retirar os objetos utilizando lanternas. Conforme Kai, a quadrilha furtou uma TV de 70 polegadas, dezenas de bebidas importada e várias ferramentas e motores usados na fazenda.

“Por sorte deles [os presos], pelo que a gente apurou, eles nunca se depararam com alguém dentro das casas que eram furtadas. A gente percebe que eles sempre tentavam comprovar que não havia ninguém ali”, contou o delegado.

Além do confronto dos vídeos gravados pelo circuito interno da fazenda, a polícia colheu impressões digitais, tanto na fazenda do senador, quanto em outras, e comprovou que a autoria dos crimes.

Parte dos produtos roubados foi apreendida com o grupo. A polícia não tem uma avaliação do custo de todo o material apreendido. Segundo o delegado, as investigações apontam o auxiliar de mecânico Carlos Antônio Rodrigues Barbosa, conhecido como “Zico”, como líder do grupo.

De acordo com o delegado, ele tem outras duas passagens também por associação criminosa e furto.Segundo ele, o grupo foi detido por meio de um pedido de prisão temporária, que, para este crime, tem validade de cinco dias. Portanto, Maurício acredita que eles devem ser soltos até o fim da semana.

“Infelizmente, não podemos fazer nada. Investigamos, identificamos, prendemos e provavelmente eles serão soltos”, desabafou. 



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