BARREIRAS: TRABALHADORES DA CARGILL SE MOBILIZAM POR EQUIPARAÇÃO DE SALÁRIOS E BENEFÍCIOS


Depois de inúmeras tentativas de negociações salariais sem sucesso entre a gerência do RH da CARGILL e a diretoria colegiada do SINTIAB. Na manhã desta segunda-feira (15), sindicato e trabalhadores da multinacional fizeram acordar a necessidade de protestos e manifestações, em prol de mais uma classe massacrada por mais um industria que se estabelece em nossa região, produz produtos alimentícios e ração animal para o mundo.

No entanto, sequer reconhece os esforços de seus colaboradores e tampouco nada faz pelo social de Barreiras e região. Hoje, entidade sindical e trabalhadores estiveram na mesma sintonia, a forma justa de reivindicar, paralisar. Para quem sabe acordar seus anseios diante desta “desonrosa Indústria”, que aqui se posiciona visando somente lucros. Vale ressaltar que em Barreiras a Cargill está há mais de 20 anos, possue cerca de 500 trabalhadores entre efetivos e terceirizados. No Brasil, está a mais de 150 anos, tem um contingente de 150 mil funcionários, em 70 países.  


paralisação, que demorou cerca de cinco horas, foi realizada pelo SINTIAB (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, Benefícios e Afins dos Municípios da Região Oeste da Bahia), com o apoio de outras entidades representativas como o SINTRACARPAS (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Barreiras), SINDIOESTE (Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Madeira e assemelhados do Oeste da Bahia), além da Associação dos Moradores da Mata Verde, no projeto Barreiras Norte. Todos se posicionaram-se a favor das reivindicações impostas pela classe. 




Para Wanderlei Marques, assessor sindical do SINTIAB, o que está se reivindicando não é nada além do que tem direitos os trabalhadores. “É um absurdo a disparidade de salário e de benefícios aos trabalhadores de Barreiras comparados com as demais unidades de Cargil no país, é por isso que estamos lutando para essa injustiça seja corrigida”, salientou o sindicalista. 

Josué Filho, presidente do SINTIAB, disse que é lamentável a situação dos trabalhadores da unidade da Cargill em Barreiras. “Hoje, a diferença de salários em suas diversas unidades da Cargill é um desrespeitado a qualquer trabalhador que precisa de motivação para produzir. Além disso, quem imagina trabalhar com dignidade se vê numa redoma de insatisfação porque a empresa ao invés de contratar trabalhadores efetivos, fica se apropriando cada vez mais de terceirizados e isso é um caminho desfavorável para nossa classe trabalhista. Ou seja, sem garantia de seu direito a férias, 13º terceiro, fundo garantia, seguro desemprego e outros benefícios”, retrucou o presidente.  

De acordo com Dionísio da Rocha, mais conhecido pelas comunidades de moradores como Diô, presidente da Associação dos Moradores da Mata Verde, sua entidade estará sempre presente onde o assunto for de interesse da população mais fraca. “Sempre estaremos dando apoio a nossos parceiros e, principalmente, representantes de trabalhadores onde estão de alguma forma sofrendo alguma injustiça ou sendo abocanhado pela situação análoga de escravidão, como é o caso dos companheiros da Cargill, porque comem o que sua diretoria dá e não o que tem ou merece por direito e é isso que os companheiros estão reivindicando”, enfatizou o ativista social.  

Para finalizar, fica registrado que a CARGILL, mesmo sem argumento contundente contrário às reivindicações de seus trabalhadores, se usa de artimanhas para priorizar acima de tudo e de todos seus próprios interesses que são lucros, lucros e mais lucros. 

Veja no quadro abaixo a equipação entre as duas unidades da CARGILL: Barreiras e Ilheús: 






Por Antonio Carlos/Tenório de Sousa/Novo Oeste
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