BOLA, ASSASSINO DE ELIZA SAMUDIO, FAZ CHURRASCO COM CERVEJA DENTRO DA CADEIA


Um série de fotos obtida com exclusividade pela Record mostra Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, condenado pela morte de Eliza Samudio, participando de um churrasco com direito a cachaça e cerveja dentro da cadeia. Um celular e pacotes de carne de boi e linguiça também aparecem em cima da mesa. Segundo a denúncia, as regalias foram registradas na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte, onde o assassino de Eliza cumpre pena por homicídio duplamente qualificado e ocultação do cadáver.

Bola está na  Casa de Custódia há oito meses, graças a um recurso de sua defesa. De acordo com a nova Lei Orgânica da Polícia Civil, ex-policiais têm o direito de cumprir pena nesta carceragem, mesmo que tenham sido expulsos da corporação. 

O tratamento dado aos presos policiais, no entanto, deve ser o mesmo destinado aos detentos comuns. Uma investigação deve ser aberta pela corregedoria da corporação para apurar quem facilitou a entrada das bebidas. 

De acordo com o advogado criminalista Anderson Marques, cabe à própria Casa de Custódia verificar como o churrasco aconteceu e como os produtos foram parar lá dentro 

— Cabe à casa em que aquele recluso está recolhido verificar se foi uma falha do sistema, se as pessoas entraram com bebida, carnes e celular ou se alguma pessoa do sistema facilitou essa entrada.

Segundo Marques, a separação entre presos policiais garante mais segurança para os detentos:

— Se esse policial ficar junto com outros reclusos, pode acontecer alguma situação que iremos lamentar no futuro, ainda mais se ele tiver prendido alguém que estiver na mesma cela que ele.

Os advogados de Bola ainda não atenderam aos telefonemas da reportagem. Se a Justiça concluir que ele cometeu uma infração, pode ter o tempo de reclusão aumentado e perder benefícios por bom comportamento.

O ex-policial foi condenado por ter articulado o assassinato da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes em 2010. Segundo a sentença, Bola destruiu o corpo de Eliza Samudio, que nunca apareceu. Ele também responde por mortes praticadas por um grupo de extermínio em um sítio usado para treinamento da Polícia Civil.





www.fernandopop.com - Fonte - Record Minas/R7
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