LAVA JATO JÁ REPATRIOU R$ 78 MILHÕES COM DELAÇÕES PREMIADAS


Com as delações premiadas da Operação Lava Jato fechadas com o aval do STF, a Procuradoria-Geral da República já alcançou a repatriação. De acordo com a Folha de S. Paulo, os valores são referentes apenas aos delatores que mencionaram deputados, senadores e ministros, que são detentores de foro privilegiado e só podem ser investigados com autorização do Supremo. A publicação revela também que a atuação na primeira instância da Lava Jato, em Curitiba (PR), conseguiu repatriar R$ 440 milhões.

Isso porque a maioria dos acordos de colaboração não envolve citação a parlamentares, embora estes sejam os de maior repercussão. Os acordos de cooperação jurídica internacional resultam no bloqueio e a repatriação de valores. Os investigadores da Lava Jato explicam que a expectativa é de que esses pedidos de cooperação internacional e a repatriação envolvendo menções a políticos cresça ainda mais. As investigações apuram os pagamentos suspeitos feitos a empresas offshore e a agentes públicos. 

A Folha destaca que entre os delatores estão, por exemplo, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o lobista Fernando Soares, conhecido como Baiano. Os depoimentos de Paulo Roberto e Youssef foram a base para que novos inquéritos fossem abertos. Atualmente são investigados 24 deputados, 14 senadores, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro por suposta ligação com o esquema de corrupção da Petrobras. Todos os envolvidos negam participação.

Custos da operação

A Procuradoria já desembolsou até o momento, passado um ano do início da investigação no Supremo, cerca de R$ 700 mil, para dar andamento as investigações. Segundo a reportagem, foram gastos R$ 258 mil em diárias, R$ 315, 8 mil em passagens e R$ 117,2 mil em traduções. Os custos incluem deslocamentos de procuradores e delatores. Um levantamento indica que foram autorizadas 128 quebras de sigilos bancário e outros 108 de sigilo fiscal. A Folha lembra que entre os alvos da operação estão os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que foi ministro de Minas e Energia.78 milhões.
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