LEM: FAMÍLIA TEM PREJUÍZO DE R$ 20 MIL APÓS COMPRAR PACOTE COM VOO INEXISTENTE


Uma família de Luís Eduardo Magalhães, cidade localizada na região oeste da Bahia, teve um prejuízo estimado em R$ 20 mil após pagar por um voo inexistente para Brasília, em janeiro deste ano. A família iria até a capital do país para embarcar em outro voo, dessa vez para Itália, onde ficaria por dez dias. O grupo processou a agência de viagens que vendeu o serviço.
A família comprou o pacote de viagens por cerca de R$ 20 mil. Seriam dez dias na Itália, sendo sete em Roma e três em Veneza. Os boletos foram pagos durante um ano, mas no dia da viagem, o embarque não aconteceu no aeroporto de Barreiras , cidade vizinha a Luís Eduardo Magalhães, porque o voo havia sido cancelado há mais de um ano.
O empresário Leandro Borges, que comprou o pacote para a família, disse que ficou sabendo do cancelamento do voo em junho de 2016. Ele viajaria com a mulher e o filho de 9 anos. Leandro disse que comunicou a agência de viagens para que o problema fosse resolvido e recebeu a resposta de que o voo já teria voltado a operar.
“Sempre que eu ia lá ela dizia: ‘a gente tem tempo. O voo voltou a operar, fique tranquilo que você vai viajar’. Até então eu não tinha motivo nenhum para desconfiar que não existia o voo. Assim eu acreditei, fui no dia do embarque e não existia o voo”, explicou o empresário.
Como não conseguiu embarcar no voo para Brasília, Leandro perdeu também as passagens aéreas internacionais compradas em outra empresa. O empresário também desabafou sobre o sofrimento da família no dia do suposto embarque. “Não tem como você calcular criança chorando, esposa chorando. Eu tirei licença da empresa onde eu trabalho, quinze dias de férias. Dói muito, isso é muito chato", desabafou.

O filho de Leandro, Lucas Amorim, também ficou decepcionado por não viajar. A expectativa dele era tanta que o garoto chegou a pesquisar na internet como aprender algumas palavras em italiano para poder curtir mais o passeio com os pais. "Eu pesquisei na internet como se falar italiano. Eu queria muito conhecer o Coliseu, o Papa Francisco", revelou Lucas.
A mulher de Leandro, Luciana Almeida, contou que se organizou para a viagem que não aconteceu. "Comprei roupa, calçado [fui no] salão de beleza. Tudo que uma mulher precisa numa viagem. Eu corri para me arrumar, me preparar para a viagem", disse a dona de casa.
A família resolveu então acionar uma advogada para processar a empresa que vendeu o pacote de viagem. “Esse caso vai ser levado em juízo. A gente vai apresentar as provas, toda a documentação. Foi um ano de programação para essa viagem”, explicou a advogada Natália Cavalcanti.
Em nota, a CVC, empresa responsável pelo trecho nacional da viagem, disse que no mesmo dia que o voo foi cancelado um outro foi disponibilizado para família embarcar. Mas ainda segundo a empresa, Leandro não compareceu ao balcão de embarque.

www.fernandopop.com - Fonte  -  G1
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