"SECRETÁRIO DA FAZENDA E GESTÃO PÚBLICA DE MUQUÉM DO SÃO FRANCISCO TEM SEU ALUGUEL PAGO PELA PREFEITURA"


No dia 20 de Março foi protocolado no Ministério Público de Ibotirama mais uma denúncia contra o prefeito de Muquém do São Francisco - Márcio Mariano.

Segundo a denúncia, Márcio Mariano permite que dois pontos sejam alugados com dispensa de licitação. Um para funcionar a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e outro o Almoxarifado do município. Até então, tudo estaria normal, não fosse o fato dos pontos serem respectivamente do pai e da mãe do Secretário Municipal da Fazenda e Gestão Pública de Muquém do São Francisco - Cleidson Coimbra de Queiroz.


Nomeação do Sec. da Fazenda e Gestão pública - Cleidson Coimbra de Queiroz

Ainda segundo a denúncia, há o agravante da ausência da cotação de valores e certidão emitida por corretora imobiliária especificando o valor de mercado para locação.
Ponto alugado por R$9.000,00 é de propriedade da mãe de Cleidson



Ponto alugado por R$7.000,00 é de propriedade do pai de Cleidson 


A imoralidade é tamanha que o Secretário se usando de seu cargo e influência, beneficia seus pais, mas, vai além do que os espelhos da transparência pode nos transmitir. Cleidson reside na parte superior da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, ou seja, a matemática é simples: A prefeitura paga o aluguel da residência do secretário, sob a justificativa de que lá funciona a pasta de agricultura e meio ambiente.

É esdrúxulo e ignóbil imaginar que um gestor que deveria prezar pela moralidade e que a prega em suas páginas sociais e discursos, se colocando muitas vezes como vítima de perseguições políticas, permita situações como esta, que segundo a denúncia deixa explícito: "SECRETÁRIO DA FAZENDA E GESTÃO PÚBLICA DE MUQUÉM DO SÃO FRANCISCO TEM SEU ALUGUEL PAGO PELA PREFEITURA"

DA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA IMPESSOALIDADE E DA IGUALDADE:

A escolha de pontos de aluguéis que favoreçam seu agentes políticos com os montantes afetam a isonomia entre os eventuais concorrentes à vaga e que favorecem o atendimento a interesses pessoais da autoridade e do secretário, em detrimento do interesse público. Neste caso, na ausência de local, o gestor deveria abrir um processo de licitação para primar pela transparência e não violar tais princípios.

Pelo princípio da igualdade, a Administração Pública tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benesses, favoritismos, perseguições, simpatias ou qualquer animosidade pessoal, política ou ideológica, que possa interferir na atuação administrativa, e muito menos com interesses pessoais ou de grupos de qualquer espécie.

HISTÓRICO LICENCIOSO

Márcio Mariano responde por vários atos ímprobos que afetam diretamente o erário público. De acordo com a denúncia, não é o primeiro caso que favorece cabos eleitorais e ou agentes políticos com benesses que o cargo 'permite". Além do favoritismo, existem os casos de aluguel de pontos fantasmas, fatos esses que gera diariamente a ira dos munícipes de Muquém do São Francisco e que lhe rendeu o pseudo PREFEITO FANTASMÃO.

A população da sede do município se mostra totalmente descontente, mas, muito mais que eles, está a população do JAVI, que se encontra em total abandono por parte da administração.

"Somos feitos de bestas enquanto o povo que trabalha na prefeitura tem tudo. Esse prefeito acabou com a renda do município. Escolhe a dedo os beneficiados pelo governo em todas as esferas, chegando ao ponto de receber as verbas de programas federais e não finalizar as obras, é só ir até casas populares que ele inaugurou sem ter água e nem luz", falou Zelito de Souza, morador do distrito Javi.


O mato toma conta, não tem água e nem energia

O Ministério Público tem um papel fundamental perante à população que assegura a sociedade de "gestores" como este. Apura em loco as denúncias e qual não será a surpresa deste ao ver de perto o que foi feito de um programa federal que vem para beneficiar e trazer dignidade à famílias tão necessitadas e que buscam nesse programa uma oportunidade.

www.fernandopop.com.br - Fotos e texto: Fernando Pop


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