COM O APOIO DA PREFEITURA DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES, CIPE/CERRADO PROMOVE PALESTRA SOBRE A RONDA MARIA DA PENHA

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Hoje (7), no auditório do SENAR, no Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, a Major Denice Santiago, da Polícia Militar da Bahia, apresentou minúcias sobre a Ronda Maria da Penha – uma ação especializada no combate à violência contra as mulheres.
Compareceram ao evento: secretários municipais, representantes da Polícia Civil, Guarda Municipal, Sutrans, além do comandante da 85º Companhia Independente da Polícia Militar, Capitão Giovanni Castro, o comandante da CIPE/Cerrado, Major Jailson Amâncio e o comandante do Comando de Policiamento da Região Oeste da Bahia, Coronel Salomão Portugal de Souza. O vice-prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Kolln, também esteve no local, representando o Prefeito Oziel Oliveira.
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Logo no início da apresentação, a Major Denice Santiago falou sobre a criação da Ronda Especial Maria da Penha, implantada na Bahia há cerca de dois anos. “Nos inspiramos na iniciativa do governo do Rio Grande do Sul, que mostrou excelentes resultados no combate à violência contra a mulher. Então, resolvemos adotar o modelo que ganhou notoriedade em todo o Brasil”, explicou. Em seguida, a palestrante abordou detalhes da formação da equipe que trabalha na averiguação das denúncias, bem como na tipificação da violência contra a mulher, que pode ser psicológica, sexual, patrimonial, moral e a mais comum, a física. “É necessário identificar os homens e mulheres que têm o perfil para esse tipo de trabalho. Na maioria das vezes, nos deparamos com situações extremas e precisamos de muita sensibilidade para atuar. Por isso, todos passam por um treinamento bastante técnico e rigoroso”, comentou.
Denice Santiago também afirmou que uma das maiores dificuldades para a redução no número de casos de violência contra as mulheres, é o medo da vítima em denunciar os agressores, mesmo que as ocorrências já tenham acontecido diversas vezes. “Quase sempre elas desistem para evitar problemas com maridos, namorados e companheiros. Já houve circunstância em que a polícia efetivava a prisão e a vítima pedia a liberdade do agressor”.
Outro ponto que chama a atenção são as ações diferenciadas para a zona rural, principalmente em assentamentos de reforma agrária e comunidades quilombolas. De acordo com a Major, muitas destas comunidades ainda mantêm hábitos antigos, sendo usual encontrar mulheres vítimas de agressão. “Nesses locais, ainda se vive como no século XIX, prevalecendo a vontade masculina, mesmo que seja à base da força. Por esta razão, desenvolvemos atividades com homens e mulheres destas localidades”, disse Denice.
Sobre a Ronda Maria da Penha
A Operação Ronda Maria da Penha foi criada em 8 de março de 2015, com o propósito de atender às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam sob medida protetiva judicial. O acompanhamento ocorre após o Tribunal de Justiça, por meio da Vara de Violência Doméstica e Familiar, acionar o serviço. A partir daí, as vítimas recebem o atendimento de conscientização sobre a importância da separação do agressor e contam com o apoio policial, caso haja necessidade.
Atualmente, a ronda está presente em cinco municípios: Salvador, Juazeiro, Paulo Afonso, Feira de Santana e Serrinha.
“Esperamos em pouquíssimo tempo implantar a Ronda Maria da Penha em Luís Eduardo Magalhães. Será um esforço pessoal incluir este atendimento aqui na cidade,” concluiu a Major Denice Santiago.
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O Programa Borboleta
Quem esteve no Auditório do SENAR também teve a oportunidade de conhecer o Programa Borboleta. Articulado pela psicóloga e Consultora de Projetos, Flávia Rizkalla, o Programa é multissetorial, com o envolvimento das Secretarias Municipais de Segurança, Ordem Pública e Trânsito, Saúde e Trabalho e Assistência Social, em parceria com as forças de segurança e organizações não governamentais. Instituído no dia 08 de março deste ano, tem como finalidade o amparo, a segurança, a proteção das mulheres luíseduardenses em situação de violência e a preservação da sua família. Elas recebem o apoio de uma equipe especializada, formada por policiais, psicólogos, advogados, assistentes sociais e médicos que ajudam na recuperação dos impactos da violência, além de oferecer assistência jurídica e auxílio no resgate da autoestima e reinserção social.

www.fernandopop.com - Fonte - ASCOM
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